22
Fev 08

O menino está deitado na areia, ao lado do pai, numa praia de nudismo.
Ele olha as pessoas a sua volta e, de repente, pergunta ao pai:
- Por que é que estão aqui homens com a pilinha para cima e outros
com a pilinha para baixo?
O pai constrangido pensa um pouco e responde:
- Olha, os que estão com a pilinha para cima são ricos e os que
estão com ela para baixo são pobres.
A resposta parece satisfazer o garoto que continua a olhar.
Algum tempo depois o pai pergunta:
- Viste a tua mãe?
O miúdo responde:
- Vi sim. Ela estava ali a conversar com um homem muito pobre.
De repente ele começou a ficar muito rico, muito rico, muito rico e agora
ela está ali nas dunas a chupar-lhe a fortuna toda.
publicado por FamiliaSuperstar às 13:13

publicado por Neta às 12:55

Porto, 22 Fev (Lusa) - A mãe de um recém-nascido, encontrado morto quinta-feira em Gaia, confessou à polícia que estrangulou o bebé, colocando-o depois num congelador, num relato telefónico "de tal forma frontal e frio" que levou as autoridades a duvidarem do que ouviam.

A informação foi hoje dada por diversos vizinhos e confirmada à Lusa, no essencial, por uma fonte policial.

A participação do crime estava a ser feita telefonicamente à PSP por uma amiga, na presença da alegada infanticida confessa.

A amiga, devido ao grande nervosismo e em choro convulsivo, não conseguiu relatar detalhes do caso.

"Não consegues tu contar, conto eu", terá alegadamente dito a mulher, que arrancou o telefone às mãos da amiga e, segundo o testemunho desta, "com aparente frieza e sem demonstrar remorso", confirmou o estrangulamento da criança que dera à luz e a sua colocação num congelador.

"A polícia pensou tratar-se de brincadeira mas a amiga recompôs-se e confirmou", disse hoje à Lusa um dos vizinhos, que não se quis identificar.

Ainda segundo testemunhos dos vizinhos, a mulher, uma empregada de escritório de 35 anos, escondeu sempre esta gravidez, dizendo que padecia de um fibroma.

"Apesar de ser evidente que estava grávida, ela negou-o sempre, dizendo que tinha um fibroma e que já estava a ser acompanhada", disseram vizinhos à Lusa, também sob anonimato.

A mulher, casada, com três filhos (um de dois, outro de oito e um terceiro de 14) aparentava não ter problemas financeiros que dificultassem o sustento de mais uma criança.

Também não teria problemas com o marido que, segundo garantiram, fora também induzido a acreditar que a mulher não estaria grávida, tendo apenas um fibroma.

Nunca nenhum vizinho se apercebeu que enfrentasse qualquer problema do foro mental.

A empregada de escritório já tinha escondido a anterior gravidez "quase até à altura do parto", disseram os vizinhos ouvidos pela Lusa.

As desconfianças sobre a gravidez negada foram suscitadas por uma amiga, quando descobriu que a suspeita de infanticídio estava a ser acompanhava no Hospital de Gaia.

Essa amiga partilhou a desconfiança com a sogra da alegada infanticida, que, confrontada por ambas, admitiu o crime.

Nessa sequência dessa alegada confissão a amiga telefonou à polícia para relatar a situação.

Manuela Santos, a única vizinha que aceitou identificar-se perante os jornalistas, disse que "nos tempos que correm, não havia necessidade de fazer isto".

"Se não queria fazer um aborto, mandava a criança para adopção", disse.

A mulher, que foi notificada para comparecer hoje na Polícia Judiciária (PJ), para prestar depoimento, arrisca uma acusação por infanticídio, crime punível com um a cinco anos de prisão.

A alegada infanticida não foi detida porque, face ao novo Código do Processo Penal, isso só poderia ocorrer num caso de flagrante delito.

O corpo do bebé, de sexo masculino e que teria nascido na última sexta-feira, foi encontrado congelado e embrulhado num saco plástico.

No local, esteve, além da Brigada de Homicídios da Polícia Judiciária, um perito do Instituto de Medicina Legal (IML) do Porto.

PM/JGJ.

Lusa/Fim


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