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Jan 08
Nos países islâmicos, onde basta ao homem declarar três vezes a sua vontade para pôr fim ao matrimónio, os telemóveis vieram aligeirar o processo de separação. Agora, há quem apresente a 'talak' (declaração de divórcio) por SMS.

Divorciar-se sem burocracias não é ficção no mundo islâmico, pelo menos para os homens. A 'sharia' (lei islâmica) admite que os homens obtenham o divórcio depois de declararem, por três vezes consecutivas, de que este é o seu desejo, e permite que o façam por carta. Porém nos países amantes das novas tecnologias, alguns muçulmanos já estão a utilizar as mensagens electrónicas, sobretudo o SMS, para declarar o fim dos seus casamentos.

Foi o que fez, recentemente, o marido da egípcia Iqbal Abul Naser. Depois de receber três SMS com a 'talak' (declaração de divórcio), Iqbal recorreu, preplexa, a um  tribunal de família no Cairo para saber qual é, agora, o seu real estado civil.  

O caso foi notícia no diário egípcio 'Al Ajbar'. Segundo este jornal, a mensagem do marido de Abul Naser dizia textualmente "concedo-te o divórcio porque não satisfazes ao teu marido". Se o tribunal reconhecer a validade da decisão do marido este será o primeiro caso de divórcio via telemóvel no país.

Mas para desgosto das muçulmanas, continua a ser exigido um processo muito mais complicado para as mulheres livrarem-se dos maridos. 

Países vetaram divórcios por SMS

O debate sobre o reconhecimento de declarações de divórcio por meios electrónicos começou há alguns anos, quando os primeiros casos instalaram a polémica.  Mas a nova moda está longe de reunir o consenso. Malásia, Singapura e o Dubai, já proibiram a 'talak' por SMS. 

Em 2003 o Governo da Malásia, proibiu o divórcio por SMS, fax ou e-mail, tendo estabelecido multas e penas de prisão para os homens que recorram a estes meios com o fim de pôr fim aos seus casamentos.

Dois anos antes, o Conselho Religioso Islâmico de Singapura, de comum acordo com o Tribunal da Sharia, considerou "inaceitável" o divórcio através de SMS. O mesmo aconteceu na Malásia, os argumentos foram "as dúvidas que podem suscitar sobre a identidade e a sinceridade de quem envia a mensagem".

 

Fonte:  Expresso online

publicado por Neta às 15:39

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