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Jan 08

"O Feira Nova da Bela Vista está a limitar a venda de leite da marca Mimosa (meio-gordo) a 12 litros por cliente. Esta situação tem provocado a indignação dos clientes do hipermercado que, nalguns casos, se recusaram a concluir o processo de compra já junto às caixas, quando informados deste facto.

Apesar de existir um cartaz explicativo junto às prateleiras onde este tipo de leite se encontra exposto, a sua dimensão é reduzida e muitas pessoas nem se apercebem desta limitação.

Quando questionados, os operadores de caixa dizem não saber a razão desta medida. Num caso concreto, um elemento da administração disse aos clientes que a limitação se deve «à falta de leite».

Os clientes consideram esta justificação «no mínimo estranha» uma vez que apenas está limitada a uma marca (Mimosa) e a um género do produto (meio-gordo).

Para esta cliente, que optou por deixar todas os produtos que ia comprar junto à caixa sem concluir a compra, «12 litros de leite dão para pouco mais de uma semana» em sua casa. Com dois filhos, este é um dos produtos mais consumido.

Perante a situação, alguns clientes insistiram em fazer queixa no livro de reclamações do Feira Nova da Bela Vista.

O SAPO tentou ouvir a responsável do hipermercado mas foi dito, através do segurança, que a resposta teria de ser dada pelo gabinete de comunicação que funciona apenas durante a semana.

Quebra de produção começa a afectar consumidores
A verdade é que já desde finais do ano passado começaram a surgir as primeiras notícias de aumento dos preços do leite em virtude da quebra de produção.

Ainda ontem (25 de Janeiro), a Associação Nacional da Indústria de Lacticínios (ANIL) afastava alarmismos e chegou mesmo a afirmar à Agência Financeira que «não existem indicações reais de que venha a existir um disparo dos preços, especialmente a curto prazo», pondo de parte uma ideia de escassez de leite no mercado nacional.

No entanto, os preços deste produto têm subido (no caso do Mimosa meio-gordo de 59 cêntimos para 63 cêntimos o litro, cerca de 6,7% de aumento) e a escassez começa a provocar os primeiros conflitos.

Recorde-se que a nível mundial um aumento da procura de leite que coincidiu com uma quebra na produção.

Portugal, por exemplo, não conseguiu preencher a totalidade da quota de produção de leite que lhe é atribuída em cada campanha por Bruxelas. Dados da Fenalac (Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite ) revelam que a produção de leite no continente sofreu, na campanha 2006/2007, uma redução de cerca de 70 milhões de litros, enquanto na campanha em curso, iniciada em Abril de 2007 e que termina em Março, prevê uma quebra na ordem dos 140 milhões de litros de leite.

Esta previsão significa que a quota atribuída ao continente não fica aproveitada, representando um sub-preenchimento de cerca de 10 por cento.

A Comissão Europeia propôs um aumento das quotas para próximas campanhas.

Paulo M. Guerrinha @"


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