28
Fev 08

Á beira de um ataque de nervos,” foi desta forma que ficou Lázaro António Rodrigues, de 73 anos de idade, casado, reformado da EDP, quando recebeu na sua residência situada no Barrocal do Douro, concelho de Miranda do Douro, uma notificação que dava conta que a sua reforma estava penhorada em um terço do seu valor total o que corresponde a 428 euros durante um período de nove meses. O septuagenário e invisual foi condenado pelo tribunal de Sintra a pagar um total de 3500 euros a um condomínio referente a uma habitação, que garante não ser e sua e que nunca lá viveu situado em Queluz, na região da grande Lisboa.

Na base do imbróglio está uma alegada troca de identidades feita pelo solicitador da execução, já que o suposto devedor também dá pelo nome de Lázaro António Rodrigues, mas é solteiro, tem 40 anos de idade sendo natural de Angola. Uma conclusão a que chegou o Lázaro trasmontano, após uma pesquisa efectuada pelo seu advogado. No entanto há mais, o Lázaro que vive em Queluz também é “da Silva”de apelido, um nome que foi “omitido” em todo o processo. Esta semelhança, apenas nos nomes, está a deixar o septuagenário invisual “ num estado de ansiedade só comprovado quando este assunto é abordado. “ Quando soube do auto de penhora de abonos, fiquei aflito e sem saber o que fazer, já nada tinha a ver com o assunto. De imediato contactei a solicitadora para pedir explicações, mas nunca foi possível, já que me informavam que se encontrava ausente, “ alega Lázaro António Rodrigues, o cidadão lesado. No entanto o septuagenário garante que desde o inicio de todo o processo que tem sido “ enrolado nas conversas tidas com a advogada que representa o condomínio”, apesar de lhe ter enviado toda a documentação solicitada para desfazer “o equivoco” e anular a penhora. O que é certo é que notificação referente á penhora de abonos está em curso. Desconfiado com toda a situação recorreu a um advogado e á comunicação social para repor a verdade dos factos “ o dinheiro faz-me falta, tenho problemas na vida, sou invisual, a minha mulher sofre de pressão nervosa, toda a situação está a deixar-nos agastados,”. Após uma vida de trabalho que durou 38 anos ao serviço da EDP, Lázaro António Rodrigues, garante que trabalhou numa empresa que chegou a ter 22 mil funcionários e que muitos o conheciam e que agora com este problema para resolver “ parece que estou sozinho,” garantindo não dever nada a ninguém. A RBA tentou sem sucesso o contacto com o gabinete do solicitador de execução, mas até ao fecho da edição não foi possível.


25
Fev 08


27
Jan 08

"O Feira Nova da Bela Vista está a limitar a venda de leite da marca Mimosa (meio-gordo) a 12 litros por cliente. Esta situação tem provocado a indignação dos clientes do hipermercado que, nalguns casos, se recusaram a concluir o processo de compra já junto às caixas, quando informados deste facto.

Apesar de existir um cartaz explicativo junto às prateleiras onde este tipo de leite se encontra exposto, a sua dimensão é reduzida e muitas pessoas nem se apercebem desta limitação.

Quando questionados, os operadores de caixa dizem não saber a razão desta medida. Num caso concreto, um elemento da administração disse aos clientes que a limitação se deve «à falta de leite».

Os clientes consideram esta justificação «no mínimo estranha» uma vez que apenas está limitada a uma marca (Mimosa) e a um género do produto (meio-gordo).

Para esta cliente, que optou por deixar todas os produtos que ia comprar junto à caixa sem concluir a compra, «12 litros de leite dão para pouco mais de uma semana» em sua casa. Com dois filhos, este é um dos produtos mais consumido.

Perante a situação, alguns clientes insistiram em fazer queixa no livro de reclamações do Feira Nova da Bela Vista.

O SAPO tentou ouvir a responsável do hipermercado mas foi dito, através do segurança, que a resposta teria de ser dada pelo gabinete de comunicação que funciona apenas durante a semana.

Quebra de produção começa a afectar consumidores
A verdade é que já desde finais do ano passado começaram a surgir as primeiras notícias de aumento dos preços do leite em virtude da quebra de produção.

Ainda ontem (25 de Janeiro), a Associação Nacional da Indústria de Lacticínios (ANIL) afastava alarmismos e chegou mesmo a afirmar à Agência Financeira que «não existem indicações reais de que venha a existir um disparo dos preços, especialmente a curto prazo», pondo de parte uma ideia de escassez de leite no mercado nacional.

No entanto, os preços deste produto têm subido (no caso do Mimosa meio-gordo de 59 cêntimos para 63 cêntimos o litro, cerca de 6,7% de aumento) e a escassez começa a provocar os primeiros conflitos.

Recorde-se que a nível mundial um aumento da procura de leite que coincidiu com uma quebra na produção.

Portugal, por exemplo, não conseguiu preencher a totalidade da quota de produção de leite que lhe é atribuída em cada campanha por Bruxelas. Dados da Fenalac (Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite ) revelam que a produção de leite no continente sofreu, na campanha 2006/2007, uma redução de cerca de 70 milhões de litros, enquanto na campanha em curso, iniciada em Abril de 2007 e que termina em Março, prevê uma quebra na ordem dos 140 milhões de litros de leite.

Esta previsão significa que a quota atribuída ao continente não fica aproveitada, representando um sub-preenchimento de cerca de 10 por cento.

A Comissão Europeia propôs um aumento das quotas para próximas campanhas.

Paulo M. Guerrinha @"


Esta é especialmente para aqueles que ainda não fecharam as suas contas no Millenium-BCP.

 

 

 

 http://diarioeconomico.com/edicion/diarioeconomico/nacional/empresas/pt/desarrollo/1079660.html

publicado por Neta às 23:07

pesquisar neste blog
 

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

 


Politica de Privacidade




Dezembro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31